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Atmosfera Espiritual PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administração   
Seg, 21 de Fevereiro de 2011 15:06

Material extraído do texto "Atmosfera Espiritual", de autoria de Allan Kardec, contido na REVISTA ESPÍRITA (EDICEL), número de maio de 1867, pag. 133.

Ensina o Espiritismo que os Espíritos constituem a população invisível do globo, estão no espaço, e entre nós, vendo-nos e nos acotovelando incessantemente, de tal sorte que, quando nos julgamos sós, constantemente temos testemunhas secretas de nossas ações e de nossos pensamentos...

Além disso sabemos que, numa reunião, além dos assistentes corporais, há sempre auditores invisíveis; que sendo a permeabilidade uma das propriedades do organismo dos Espíritos, estes podem achar-se em número ilimitado num dado espaço. Muitas vezes nos foi dito que em certas sessões eram em quantidades inumeráveis. Na explicação dada ao Sr. Bertrand, a propósito das comunicações coletivas que ele obteve, foi dito que o número dos Espíritos presentes era tão grande, que a atmosfera estava, por assim dizer, saturada de seus fluídos. Isto não é novo para os Espíritas, mas talvez não tenham sido deduzidas todas as conseqüências.

Sabe-se que os fluídos que emanam dos Espíritos são mais ou menos salutares, conforme seu grau de depuração. Conhece-se o seu poder curativo em certos casos e, também, seus efeitos mórbidos de indivíduo a indivíduo. Ora, desde que o ar pode ser saturado desses fluidos, não é evidente que, conforme a natureza dos Espíritos que abundam em determinado lugar, o ar ambiente se ache carregado de elementos salutares ou malsãos, que devem exercer influências sobre a saúde física assim como a sobre a saúde moral? ...

Quem quer que traga consigo pensamentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de animosidade, de cupidez, de falsidade, de hipocrisia, de murmuração, de malevolência, numa palavra, pensamentos colhidos na fonte das más paixões, espalha em torno de si eflúvios fluídicos malsãos, que reagem sobre os que o cercam. Ao contrário, na mesma assembléia em que cada um só trouxesse sentimentos de bondade, de caridade, de humildade, de devotamento desinteressado, de benevolência e de amor ao próximo, o ar é impregnado de emanações salubres, em meio às quais se sente viver mais à vontade.

Agora se se considerar que os pensamentos atraem os pensamentos da mesma natureza, que os fluídos atraem os fluídos similares, compreende-se que cada indivíduo traga consigo um cortejo de Espíritos simpáticos, bons ou maus, e que, assim, o ar seja saturado de fluídos em relação com os pensamentos que predominam...

Qual é, pois, o meio de se subtrair à influência dos maus fluídos? Esse meio ressalta da própria causa que produz o mal. Que se faz quando se reconhece que um alimento é nocivo à saúde? Rejeita-se-o, substituindo-o por um alimento mais são. Desde que são os maus pensamentos que enquadram os maus fluídos e os atraem, há que se esforçar para só os ter bons, repelir tudo o que é mau, como se repele um alimento que nos torna doentes; numa palavra, trabalhar por seu melhoramento moral e, para nos servirmos de uma comparação do Evangelho, "não só limpar o vaso por fora, mas, sobretudo, limpá-lo por dentro."

 

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