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O Rodrigo esteve aqui PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Ter, 15 de Fevereiro de 2011 15:27

A família de Rodrigo conversava sobre a viagem que ele faria para tratar de negócios da empresa em que trabalhava. Alice, sua esposa, falava:

- Mas, Rodrigo, há necessidade mesmo de você viajar por estes dias? Gostaria muito de aproveitar minhas férias no Banco, para darmos uma saída do Rio.

- Já conversamos sobre isto, Alice! Não posso me furtar a atender essa solicitação do gerente geral da empresa!

Aí, fala a filha, Roberta:

- Não há outro que possa ir em seu lu-gar, pai?

- O assunto que vou tratar, filha, diz respeito a minha área de atuação na firma. Além do mais, a discussão que se realizará, com representantes de outras empresas, é a nível de gerência.

Entra na conversa o filho, Haroldo:

- Então, resta-nos orar para que tudo saia bem!

- O problema é que, se recuso ou começo a criar empecilhos para viajar em busca de bons resultados para a firma, certamente mandarão outro no meu lugar. Daí, poderão achar que sou dispensável na organização! Não posso ficar desempregado! Não sou mais tão jovem assim!

Alice, compreendendo a situação, intervém:

- A crise de desemprego, aliada ao preconceito do mercado de trabalho com relação aos que têm acima de 40 anos, torna-se preocupante!

- É isto aí, Alice! Assim que chegar de lá, certamente dará tempo de passarmos alguns dias fora, como você deseja!

Rodrigo parte para a viagem a serviço. Após um estafante dia de trabalho, chega ao quarto do hotel, com o relógio marcando 19h30m. Logo, recosta-se na poltrona e, devido ao cansaço, adormece! Em sua casa, no Rio de Janeiro, nessa mesma hora, Alice está com tudo pronto para servir o jantar. Da cozinha, chama os filhos:

- Roberta e Haroldo, o jantar já vai ser servido!

- Que bom, mãe, pois estou morto de fome! - observa Haroldo.

- E Roberta? Chame-a no quarto, filho!

Com a travessa de nhoque nas mãos, ao se voltar em direção à porta de entrada na sala, Alice se assusta:

- Rodrigo, meu marido?! O que houve?

E Alice, além de ver, escuta perfeitamente o marido que lhe diz:

- É a saudade de vocês!

- Aconteceu alguma coisa, para que você interrompesse a viagem?

- Não interrompi a viagem, minha querida. É como digo: é grande a saudade de vocês!

Haroldo, ao ouvir a mãe conversando como se fosse com o pai, assustado, chega até a cozinha.

- O que houve, mãe! Está falando sozinha!

- Não, meu filho! Estou impressionada! Falei com o seu pai! Ele esteve aqui, incrível! Vi-o perfeitamente!

- Como, mãe?

E Alice historia o ocorrido e complementa:

- Quase que deixo essa travessa de nhoque cair, de susto! De uma coisa estou certa: o Rodrigo esteve aqui! Falei com ele!

Roberta, que chegara à cozinha a tempo de ouvir a explicação de sua mãe, pergunta:

- Mãe, que negócio é esse de você ter conversado com o papai?!

- Foi como falei! Ao me virar para me dirigir à sala, seu pai chegou! Surpreendi-me! Ele disse que estava com saudade de nós!

- Será que aconteceu alguma coisa com o pai?

- preocupada, pergunta Roberta.

- Telefone para lá, mãe! A esta hora ele deve estar no hotel! - solicita Haroldo.

Alice providencia a ligação telefônica. Rodrigo atende, no quarto do hotel:

- Alô!

- Rodrigo, tudo bem aí, meu querido?

- Tudo bem, Alice, por que?

E Alice conta-lhe o caso. Rodrigo explica:

- Não se assuste! Eu estou bem! Esse fenômeno chama-se bicorporeidade. Busque ler o que diz "O Livro dos Médiuns", de Kardec, e, então, entenderá o ocorrido.

Alice, depois, já refeita do susto, se esclarece na leitura indicada por Rodrigo e passa o conhecimento para os filhos:

- Apesar de o Rodrigo se ter apresentado sorridente e dizer-se saudoso de nós, o fenômeno, por ignorância e insegurança nossa, foi, de pronto, traduzido como um mau presságio!

- Esse caso mostra que a distância física não é obstáculo para o relacionamento entre os espíritos, mesmo que encarnados! - assevera Roberta.

- Em especial quando o amor une esses espíritos, Roberta! - acrescenta Alice.

Haroldo estende o assunto:

- A denominação dada ao fenômeno é bem coerente! Bi, referente a dois. E corporeidade de corpo, de corporificação! Dois corpos, do mesmo espírito encarnado, ficam visíveis no plano físico.

- É isso mesmo, filho! O corpo físico propriamente dito e o corpo espiritual, que chamamos de perispírito, numa aparição mater-alizada, que até pode ser tangível.

Haroldo, então, conclui:

- Enquanto o corpo físico de papai estava adormecido lá no hotel, seu espírito, ou melhor sua alma, como ensina a Doutrina, movida pela saudade, esteve aqui! Pôde aparecer de forma materializada e até trocar algumas palavras com você, mãe! Isso graças à condensação das energias de seu perispírito, com a colaboração, também, das energias do ambiente! Não é assim, mãe?!

- Foi o que também entendi do que li, Haroldo.

Roberta se recorda de já ter aprendido sobre o tema:

- Agora me lembro que na evangelização, certa época, foi explicado esse fenômeno. Foram citados, como exemplos, casos ocorridos com Eurípedes Barsanulfo, tirados do livro "Eurípedes o Homem e a Missão", de Corina Novelino.

E Alice, bem humorada, até porque matara a saudade do marido, finaliza a conversa:

- Eis uma boa oportunidade para sa-bermos mais desse grande vulto do Espiritismo, que foi Eurípedes Barsanulfo, lendo essa obra de Corina Novelino.

Boletim de Novembro/2001

Última atualização em Qui, 12 de Maio de 2011 15:12
 

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