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O poder da fé PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Ter, 15 de Fevereiro de 2011 15:21

O casal Marieta e Alberto estava a se entreter, no final de semana, com a jardinagem. Os dois cuidavam das roseiras, quando Marieta foi chamada, por um dos filhos, para atender ao telefonema de Rita. Ela vinha tendo sérios problemas no relacionamento com o marido; queria muito falar com a mãe. Sua aflição era tanta que nem a cumprimentou e foi logo falando:

– Minha mãe, a situação entre mim e Ronaldo está insustentável! Já não suporto mais.

– Mas, minha filha, senta e conversa com o seu marido.

– Não tenho nem mais coragem para tanto. Estou arrasada. A única solução para o nosso caso é a separação.

– Filha, busque orar com fé, para que você possa ter forças e lucidez no sentido de conduzir uma nova conversa, séria e equilibrada, com o seu marido.

– Já tentei tudo, mãe. E a senhora sabe que tenho feito tudo para o nosso casamento dar certo. Mas ele parte para a ignorância. Aí, fica difícil o diálogo.

– Você, também, algumas vezes, deixa-se perder no calor da discussão e acaba dizendo palavras duras. Não pode ser assim, Rita.

– Por que só eu tenho que ceder, calar? Só porque sou mulher!

– Não vejo por esse prisma, filha. Trata-se de baixar a tensão, quando surge uma discussão acalorada, para que a reflexão e a moderação possam existir.

– Acho que a solução está na separação. Já estou providenciando um advogado.

– Você sabe minha opinião. A separação de um casal pode ocorrer quando o relacionamento chega a ponto de romper com o respeito mútuo, com graves conseqüências para o instituto da família.

– Já não agüento mais, mãe!

– Também, filha, os jovens de hoje em dia, tanto homens quanto mulheres, não querem passar por dificuldades no convívio conjugal. Isso é impossível. São, em geral, duas pessoas, com formações diferentes e que precisam se ajustar, num processo mútuo de entendimento e compreensão. Atualmente, a maioria já casa pensando na possibilidade da separação.

– Você sabe que não é o meu caso!

– Você ainda gosta do Ronaldo, filha! Isto é bem visível. Percebe-se, também, que ele gosta de você.

– Já não sei se gosto dele como antes! Tenho ouvido coisas pesadas, durante nossas discussões, e isso está me deixando muito triste e insegura.

– Observe bem, Rita! Você falou que tem escutado coisas pesadas na hora da discussão. Por que deixar chegar a esse ponto?

– Ora, minha mãe, às vezes, não dá pra segurar! Tivemos, há pouco, um tremendo bate-boca. Ofendemo-nos, de tal forma, que ele saiu porta a fora.

– Bom! Ainda resta uma possibilidade. Concentre-se aí em sua casa. Nós, aqui, faremos uma prece em favor de vocês. Marieta, então, chama o marido e o filho que se achavam em casa, para que juntos orassem em benefício de Rita e de Ronaldo. Dado seu estado emocional, Marieta pede a Alberto que faça a prece.

– Senhor Jesus! Nós rogamos em benefício de nossa filha e de seu marido. Que, em Teu nome, Mestre, os bons espíritos possam ajudá-los a refletir com mais tranqüilidade, com mais serenidade. Que às irradiações dessa nossa prece, Jesus, possam se juntar as dos nossos benfeitores, no sentido de apaziguar esses dois corações em descompasso com o equilíbrio e o entendimento.

Logo após terminada a oração, Alberto vê que Marieta permanecia de olhos fechados, como se estivesse muito distante. Ao abrir os olhos, Marieta vê-se admirada pelo marido e pelo filho.

– O que houve?! Por que me olham assim?!

– Acabei a prece, querida, e você permaneceu aí, de olhos fechados, como se estivesse em estado de elevação espiritual. Somos nós que queremos saber o que aconteceu. E Marieta resolve esclarecer o ocorrido:

– No início da sua oração, Alberto, percebi nitidamente uma nuvem negra e espessa. Com o prosseguimento da prece, foi surgindo, dentro da nuvem, uma rosa branca. À medida que a rosa foi tornando-se mais nítida, foi também se dissipando aquela nuvem negra, pesada. No final, ficou, à minha frente, somente a rosa branca, de inigualável beleza.

– Mãe, você viu tudo isto?!

– Não posso afirmar que vi, meu filho. Diria melhor que me mostraram, pois acompanhava seu pai na prece, sem intenção de ver coisa alguma. Meu coração de mãe buscava, nos céus, ajuda para Rita e Ronaldo.

– Certamente essa sua visão é um aviso dos protetores espirituais! Aí, nesse instante, Marieta volta a ser chamada ao telefone. E ela atende:

- Alô!

– Mãe! Mãe! Incrível! Ronaldo chegou da rua risonho, parecia outro homem.

– E daí, filha?!

– Ele me disse que não quer se separar, que gosta de mim. Que nós precisamos - os dois - refletir muito no que realmente queremos. Só estou telefonando para tranqüilizar você e papai, pois sei que se preocupam muito com a instabilidade do meu casamento.

– É, filha, depois conversaremos melhor sobre isso.

Nesse instante, Alberto se aproxima da esposa, curioso.

– O que aconteceu, Marieta?

- Ronaldo voltou pra casa. E, o mais importante, com propósitos reais de reconciliação.

– Mãe, que prece forte, a sua!

– Não é bem isso, filho! Orei tantas outras vezes, sem esse resultado.

– Como você explica então?

- Formamos, nós três, uma corrente mental homogênea, proporcionando assim condições aos bons espíritos, servidores de Jesus, de trabalharem em prol de nossa filha e do marido. E Rita também orou, por sua vez.

– E a visão, mãe?

Aí, Alberto explica ao filho:

– Nós três estávamos sofrendo com a situação de Rita e Ronaldo, não é mesmo? Nossos protetores quiseram nos acalmar, projetando na mente de sua mãe, por ser mais sensível, uma cena que, bem interpretada, indicava o bom êxito da oração.

– De fato, depois da oração fiquei mais calma. Mais uma vez comprovamos que, quando dois ou mais estiverem orando em nome de Jesus, com fé e fervor, Ele ali estará, através da presença de seus trabalhadores. Fica, para nós, uma grande lição. De fé, de confiança e de solidariedade!

Boletim de Novembro/2005

Última atualização em Qui, 12 de Maio de 2011 15:13
 

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