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O fantasma do marido PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Ter, 15 de Fevereiro de 2011 15:18

Dona Mariquinha estava inconsolável com a morte do marido:

- Como Deus foi levar o meu Antônio?! Que saudades dele, meu Deus! Não agüento mais sua ausência!

Seus três filhos, Jonas, Valentim e Judith, já não sabiam mais o que fazer para consolar a mãe. Depois de longa conver-sa, decidiram levar mais uma vez dona Mariquinha ao médico. De nada adiantou!

- Realmente, sou muito infeliz, sem o meu Antônio! Já se passaram dois anos do seu falecimento e não me conformo. Não sou ninguém sem o meu Antônio! Gostaria que ele estivesse aqui comigo!

Inácio Ferreira, Espírito simples que, quando encarnado, foi beneficiado por Dona Mariquinha, assistia aquela situação penalizado com o sofrimento de sua benfeitora. Em reunião com seu instrutor Espiritual, ele roga:

- Meu bondoso Irmão Benevides, permita-me ajudar a Dona Mariquinha? Tenho uma dívida de gratidão para com ela!

- Como você pretende ajudá-la, Inácio?!

- Com a sua permissão e acompanhamento, caro benfeitor, poderíamos levar até ela o Sr. Antônio, que, depois da assistência que lhe foi prestada aqui na colônia, está bem melhor. Acho-o, no momento, em condições de ir até seu antigo lar.

- Mas, meu amigo, julgo prematura a ida de Antônio a sua antiga casa - considera Benevides.

- Tenho conversado com ele sobre o assunto. Mostra-se bem receptivo à idéia e com vontade de rever os familiares! - argumenta Inácio.

- Não me preocupo tanto com ele, meu irmão. Mas sim com os familiares ainda encarnados. Estarão preparados para compreender a presença do nosso irmão junto deles? Sentir-lhe-ão, com equilíbrio e compreensão, a saudosa influência?

E Inácio, aí, expõe melhor a sua idéia:

- Dona Mariquinha vive chamando por ele, saudosa que está! Acredito, mesmo, que, sob a influência dele, nossa irmã possa se recuperar da prostração em que se envolveu.

Após reflexão cuidadosa, propõe Benevides:

- Poderemos levar o Antônio até lá! Porém devemos prepará-lo para qualquer reação adversa dos familiares! Temos assistido situações constrangedoras nesses casos!

- Deixa comigo, meu irmão! Vou prepará-lo para possíveis dificuldades! - decide Inácio.

E, assim aconteceu! No dia aprazado, se dirigiram ao lar de dona Mariquinha o instrutor Benevides, Inácio e Antônio.

- Como está se sentindo, meu velho amigo? Preparado para o reencontro? - pergunta Inácio a Antônio.

- Acho que sim, Inácio! Vamos ver na hora!

O mensageiro espiritual sugere:

- Procure orar, Antônio! Recolha-se intimamente e sintonize-se com o Alto em busca de forças para momento tão impo-tante, que se pode ter à conta de prova para o seu Espírito, caro amigo.

- Tenho rogado muito a Jesus fortalecimento para minhas ainda pequeninas disposições de crescimento. Assim, sinto-me confiante!

- Isso é bom! Estamos chegando! - ex-clamou Benevides.

Os três, com Benevides à frente, adentram a casa e na sala encontram Valentim e Judith. E Antônio, feliz, os envolve no seu carinho, nas suas vibrações mais afetuosas. E os filhos sentem algo diferente. Valentim registra a presença do pai:

- Judith! Que saudade me deu de papai!

- Estranho, Valentim! Eu também sinto como se ele estivesse presente, a nos animar para as lutas da existência. Apesar de não ser espírita, posso afirmar que papai está aqui conosco, agora!

- Já é época de começarmos a pensar mais seriamente na proposta filosófica que fala da comunicação dos espíritos conosco! Acho-a sensata!

- Você está certo, Valentim! Com tantos fatos comprobatórios existentes, não podemos mais nos manter alheios a essa possibilidade, que, de alguma forma, deve modificar nossa visão da existência aqui na Terra, pelas claridades que traz!

E sob a influência de Antônio, Valentim e Judith continuaram a refletir sobre a possibilidade da presença do pai e dos estímulos no-vos que animavam seus corações. No quarto, Jonas dormia sono profundo. Benevides, então, instrui:

- Inácio, devemos dar mais passes em Jonas, para que possa manter-se em condi-ções de fornecer o devido concurso para que Antônio possa se tornar o mais concreta-mente visível à dona Mariquinha!

Antônio, surpreso, pergunta:

- Meu filho Jonas é médium?

- Sim, Antônio! Só que ele ainda não se interessa pelas coisas do espírito! Mesmo assim, podemos nos utilizar de suas energias ectoplásmicas para trabalho da envergadura do que pretendemos realizar - esclarece o instrutor.

Aí, então, os três entram no quarto de dona Mariquinha. Eles começam os preparativos para aparição de Antônio à visão da es-posa. Dona Mariquinha, na cama de olhos fechados, pensa:

- De repente, senti como se o Antônio estivesse aqui em casa! Como ele me faz falta! Que saudades do meu Antônio!

Terminados estavam os preparativos para a aparição de Antônio. Ele, então, se faz visível à esposa, que, repentinamente, pressentindo-lhe a presença abre os olhos. Vendo o marido, reage dona Mariquinha:

- Meu Deus! Saia daqui fantasma! Estou com medo!

- Querida Mariquinha! Sou eu, o seu Antônio! Não tenha medo, minha filha!

- Não! Não! Saia daqui! Não quero te ver! É alma do outro mundo!

Diante da situação criada por dona Mariquinha, Benevides assume o controle da situação:

- Amparemos o Antônio, Inácio.

- Estou bem, queridos amigos! Devemos orar muito é por Mariquinha. Tanto esforço de vocês, sem nenhum resultado benéfico para ela!

Pois é! Dona Mariquinha que dizia amar tanto o esposo, não aceitou sua presença, só porque estava desencarnado!


Boletim de Novembro/2000
Última atualização em Qui, 12 de Maio de 2011 15:14
 

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