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Estudo da Doutrina Espírita no Lar PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Seg, 14 de Fevereiro de 2011 15:25

 

No lar de Guilherme e Elisa o estudo da Doutrina Espírita se faz às quintas-feiras, às 20 horas. Em determinado dia, os dois conversam:

- Guilherme, hoje deve você fazer a prece inicial.

Ele ia começar a orar, quando Elisa interrompe:

- Espera, meu bem, esqueci-me da jarra com a água, para ser magnetizada.

Tudo certo, então, Guilherme inicia a prece.

- Abençoe, Mestre Jesus, essa nossa reunião de aprendizado e entendimento. Que nossos Benfeitores Espirituais possam nos ajudar na condução do estudo desta noite...

Concluída a oração, Elisa observa:

- Veja só, Guilherme, há três semanas que venho abrindo a página ao acaso e só tem surgido assunto relacionado com a fé. Acho que precisamos estar atentos a essa “coincidência”.

- É do Evangelho Segundo o Espiritismo, o tema de hoje?

- Sim, capítulo XIX, item 11 – A fé: mãe da esperança e da caridade.

E, após a leitura e os devidos comentários do assunto proposto em O Evangelho Segundo o Espiritismo, passaram à apreciação de tema de O Livro dos Espíritos.

- O assunto em pauta, querida, é a caridade e amor ao próximo. - Complementa o tema que apreciamos há pouco, de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

- A questão 886 é muito interessante, Elisa. Os Espíritos Superiores, respondendo a Kardec quanto à verdadeira caridade, no entendimento de Jesus, assim a definiram: “Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”.

- Muitos de nós ainda condicionam a caridade ao ato de doar coisas materiais ou à simples esmola. - Numa doação, segundo entendo, quando não existe benevolência e desinteresse pessoal, não há caridade.

- A resposta dos Espíritos, Guilherme, abrange a indulgência para com as imperfeições do outros e o perdão das ofensas. A questão da caridade é, pois, muito mais ampla que aquilo que se convencionou chamar de caridade.

- Caridade, na proposta espírita, Elisa, é uma filosofia de vida.

E assim seguia o estudo do Evangelho no lar do casal, quando Guilherme surge com um assunto, de certa forma, extemporâneo:

- Elisa, querida, venho me questionando muito a propósito da validade deste tipo de reunião.

- Mas, por que razão, Guilherme?

- Sinto-me desanimado, por não ver resultado prático nessa reunião.

- Mas, querido! Temos aprendido muito nesse nosso estudo. Quantos estímulos nos foram oferecidos pelas lições aqui discutidas, quando estivemos em situações difíceis?!

- Isso é certo, querida!

- Quantas orientações obtivemos nos temas por nós discutidos, que nos ajudaram a reestruturar o nosso modo de pensar e de agir. Vamos solicitar aos nossos Benfeitores Espirituais que nos ajudem a refletir melhor sobre esse assunto, querido.

Surdo, porém, às advertências e aos bons estímulos, Guilherme começa a sentir vontade de terminar com a reunião, já a essa altura, é obvio, em sintonia com forças espirituais adversas, fruto de sua invigilância.

Em seu escritório profissional, ele pensa:

- Não tenho mais nenhuma disposição para continuar realizando esse tipo de reunião. Logo mais, em casa, no transcurso do estudo, comunicarei à Elisa minha desistência. Se ela quiser continuar sozinha, tudo bem!

O casal se prepara, então, para a reunião daquela noite, que ficaria gravada indelevelmente no coração de Guilherme. É dia de Elisa fazer a prece:

- Senhor Jesus, ampare nosso estudo desta noite. Permita, Amado Mestre, que os Bons Espíritos possam nos fortalecer e animar para as lidas da vida!

Assim que Elisa inicia a prece, Guilherme, de olhos fechados, sente que algo muda em seu interior. De repente, começa a perceber a chegada de uma mocinha, com feições de nordestina, conduzida por dois enfermeiros. Abatida, como se estivesse convalescendo de alguma enfermidade, ela, dirigindo-se a ele, fala:

- Meu nome é Maria Hermengarda, nascida no Crato, Ceará. Fui muito beneficiada com os estudos aqui realizados, onde os Amigos Espirituais encontraram condições de me ajudar e, por isso, peço-lhe que não termine com essa reunião, onde outros desencarnados necessitados, como eu, certamente receberão o alimento da alma, o esclarecimento e as vibrações confortadoras dos corações que aqui oram!

As cenas foram desaparecendo da visão de Guilherme e, ele, de retorno à consciência física, e um tanto assustado, conta:

- Elisa, minha querida, estou emocionado! Tive uma das maiores lições de minha vida, que durou exatamente o tempo de sua prece. Estou realmente impressionado!

- E o que aconteceu, Guilherme? Está passando mal?

- Não, estou muito bem! Enquanto você fazia a prece, comecei a ver, como se estivesse assistindo a um filme, a cores, a chegada de uma jovenzinha...

E Guilherme relata toda sua visão, após o que observa:

- Atentemos, Elisa, à bondade dos Espíritos Benfeitores, que, além de suportarem as conseqüências de minha invigilância, ainda me oferecem esta grande oportunidade de despertar.

- Que bom! Angustiava-me a possibilidade do término de nosso estudo em conjunto, que tantos benefícios tem trazido para o nosso entendimento, para o nosso lar.

- Essa valeu! Jamais poderia imaginar que, numa reunião tão simples como a nossa, onde simplesmente estudamos e oramos, pudessem os Bons Espíritos assistir a espíritos em dificuldade, sem nenhuma participação consciente da nossa parte.

- Meu querido, acho que os estudos que realizamos e as preces que proferimos podem até ser simples, mas são fruto do nosso interesse de aprender e evoluir. Nós ainda não entendemos a grande tarefa do Espiritismo, que se refere a nossa educação, ao nosso aprimoramento.

- Infelizmente, Elisa, nós ainda preferimos aquelas fatos que nos impressionam os sentidos, mas não mudam nem sensibilizam o coração.

E a reunião de estudo da Doutrina Espírita no lar do casal continuou sua função especialmente orientadora, agora, porém com muito mais consciência, por parte de Guilherme, da responsabilidade para com aquele evento que parecia tão simples, mas que, realmente, é capaz de atingir os planos mais altos do Espírito, dependendo de quem o realiza.


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