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E o amor fez mais uma história PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Seg, 14 de Fevereiro de 2011 15:20

Mário e Arlete se preparam para comemorar a passagem do ano na casa dos pais de Arlete.

- Já fez as compras para a festa na casa de seus pais, Arlete?

- Comprei quase tudo! A sobremesa farei na véspera. Levarei um pavê de maracujá. O pessoal gosta muito!

- Saiba, Arlete, que fiquei satisfeito com a ceia de Natal na casa de meus pais! Transcorreu com mais calma que nos anos anteriores.

- Seus pais, sempre avessos às proposições religiosas dessa ocasião, promoveram, desta feita, para surpresa de muitos, a leitura e a reflexão de página evangélica.

- E com direito a prece, querida! Tudo isso antes da distribuição de presentes e da ceia, que considero ainda um desperdício.

- Com relação à noite de Natal, senti uma mudança significativa nos propósitos de seus pais!

- A meu ver, a doença e a desencarnação do tio Alberto, irmão de mamãe, promoveu razoável mudança em seus critérios e juízos. Ele era seu irmão querido!

- E como, nesses casos, quem resolve e decide é ela, tivemos uma mudança bem agradável no ritmo da noite de Natal!

- Achei acertado ela ter dado a leitura da página e o respectivo comentário para o tio Olavo fazer.

- Muito boa a atuação dele!

- Ele teve muito jogo de cintura no desenvolvimento do tema lido, que falava do perdão, considerando que os protagonistas de vários conflitos familiares estavam presentes. Mostrou-se um legítimo seguidor dos ensinos de Jesus!

E Mário prossegue:

- Tivemos material para importantes reflexões! Os demais parentes ouviram uma explanação lúcida, amorável e sem pieguismo. Se aproveitaram, não sei!

- Jesus disse que ninguém é profeta na sua terra. O que o povo traduz como "santo de casa não faz milagres". Portanto!...

- Agora, querida, vamos torcer para que o pessoal na casa de seus pais não extrapole, na passagem do ano, como já aconteceu, em outras ocasiões.

- Todos estão fartos em saber que tendo bebida alcoólica a possibilidade de confusão é grande. Mas, mesmo assim, insistem com o álcool!

- Há aqueles, Arlete, que exageram e acabam querendo aparecer de todo jeito. Nem que seja através de atitudes grosseiras e indevidas. -

O Gilberto, por exemplo! Se bebe, mesmo que pouco, fica transtornado e acha de querer acertar as contas com os seus desafetos familiares. Aí a coisa pega! Fica feia!

- Coitada da sua mãe, fica muito nervosa nessa época!

- As festas anteriores lhe trazem péssimas recordações!

E Arlete fala dos irmãos:

- O problema maior é a bebida alcoólica! Gilberto e Iara não podem beber. Mas teimam e bebem. Já criaram muita confusão nessas festas.

- É, querida, o álcool tem sido motivo de grandes escândalos!

- Não necessariamente o álcool, Mário! Usado devidamente ele é muito útil. Porém, o abuso dele, como bebida, é que cria problemas.

- Você está certa! Mas existem pessoas, Arlete, que não podem beber sequer um gole de álcool.

- Existem sim! E essas devem se abster mesmo! Não há outra saída!

- Como deve se abster de açúcar o diabético! Do sal, o hipertenso! De camarão, de chocolate, os que lhe são alérgicos!

- Ainda não tinha feito essa correlação, marido! Ela é verdadeira!

- É sim! Mas, agora, o que me preocupa é a demora dos garotos! Já deviam ter chegado! E, aí, Rodrigo e Isabela chegam do colégio.

- Já estava preocupado com vocês. Atrasaram-se muito. O que houve?

- O Rodrigo tomou mais intimidade com a Vanessa! E agora, todo dia, acha de querer levá-la em casa, após o colégio. E a mãe fica curiosa.

- E vão a pé?!

- Ora, mãe! E por que não?! Assim, posso ficar mais tempo junto daquele belo modelo afro-brasileiro, como prefere denominar o ator Milton Gonçalves!

- Tá gamado, mãe!

- Ela é uma graça, mana! Ou não é?!

E o pai concorda:

- É realmente uma moça bonita!

- Não só bonita, pai. Mas também inteligente e meiga. E, pelo que sinto já parou na minha

. - Que garoto pretensioso, meu Deus! - exclama Isabela:

- Pretensioso não, maninha! Realista! Saiba que ela já me convidou para ir à casa dela na comemoração de fim de ano!

- Ela também me chamou, seu bobo!

- Mas, você, maninha, suficientemente inteligente e minha amiga, não aceitou, não é mesmo?!

- Pior é que aceitei, maninho querido! Não se esqueça de que se não fosse eu, você não teria chegado junto dela!

E Arlete interrompe o diálogo dos filhos.

- Um momento, meninos! Não se esqueçam de que comemoraremos a passagem de ano na casa de meus pais!

- Tô sabendo! Mas depois da meia-noite poderei dar um pulo até a casa dela, não?!

Rodrigo fica feliz com a concordância dos pais! E o telefone toca. Rodrigo corre para atender.

- Alô! - Sou eu, Rodrigo! Vanessa!

- Que bom ouvi-la! Estávamos falando em você!

- Espero que estejam falando bem!

- Quem ousaria falar mal de você comigo, Vanessa? Está pra nascer!

- Tá bom, Rodrigo! Chama a sua irmã! Preciso falar com ela! Precisamos marcar novo encontro para estudar Química.

- Pode marcar comigo! Ela concordará com o que eu decidir!

- Tá certo! Mas, de qualquer forma, gostaria de falar com a Isabela.

- É pra já! Isabela, o meu modelo afro-brasileiro quer falar com você!

E Isabela pega o telefone.

- Vanessa, não liga para o que o meu irmão fala, não!

- Esse seu irmão não é fácil, Isabela! Gosto de conversar com ele!

- O que você manda, amiga?

- Podemos combinar novo encontro para estudar Química?

- Segunda-feira próxima, tá bem?!

- Pra mim, sim! E pra seu irmão?

- Fica fria! Com você na parada a presença dele é certa, em qualquer dia e hora!

Logo após, Arlete recebe telefonema de sua irmã, Iara, avisando que sua mãe fora acometida de infarto fulminante! Quando Mário e Arlete chegam ao hospital ela já havia desencarnado. Alguns dias depois, o casal troca idéias.

- Arlete! Pelo visto, estaremos só nós na passagem do ano?!

- É isso mesmo, Mário! Papai faz questão de ir para a casa de seu irmão, em Iguaba. Gilberto e Iara irão com ele. Percebo que, com a desencarnação de mamãe os três estão mais unidos!

- Falando nisso, querida, os pais da Vanessa, quando souberam da possibilidade de ficarmos sozinhos, nos convidaram para comemorar a passagem de ano com eles. Pelo que a Vanessa me falou a comemoração lá é alegre, sem os excessos costumeiros da ocasião!

Rodrigo intervém:

- Nós iremos, não é mesmo, dona Arlete e seo Mário? Façam uma forcinha. Pensem na felicidade do seu querido filho. Terei oportunidade de romper o ano ao lado, ou nos braços, da minha amada.

Arlete observa:

- Não tenho ânimo para festa, Rodrigo!

- Perdemos a mãe, a sogra e a avó, há pouco tempo, filho!

- Não liguem não! O Rodrigo está noutra!

- Desculpem-me, entusiasmei-me! O meu amor por Vanessa é muito grande. Afirmo com todas as forças do meu coração: casar-me-ei com ela!

E ele estava certo! Dez anos mais tarde, os dois, diante da família e dos amigos, se uniam pelos laços do matrimônio, em cerimônia civil. A alegria era geral. E os presentes chegaram a ouvir as últimas confidências dos dois:

- Eu te amo muito, Rodrigo!

- Bobinha! Sempre soube que você seria minha


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