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É hora de despertar PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Seg, 14 de Fevereiro de 2011 14:43

 

Ricardo e Alice são filhos de Regina e Antônio. Os pais andavam preocupados, pois Ricardo vinha apresentando sin-tomas catalogados oficialmente como alucinatórios.

- Antônio! Antônio! O Ricardo já está fazendo tratamento psiquiátrico há quase um ano, sem resultado efetivo!

- É verdade, Regina! E está sendo tratado por excelente médico!

Pela manhã, Ricardo acorda e se reúne à mesa com a família, para o café da manhã.

- Não dormi quase nada! Passei uma noite de cão!

Alice se preocupa com o irmão:

- Teve visões novamente, mano?!

- Logo que me deitei, vi, perfeitamente, como estou vendo vocês, um homem entrar no quarto com um livro na mão.

- Deus me livre! Morreria de medo se isso acontecesse comigo! - exclama Alice.

- Peguei, então, a colcha e, mesmo com todo o calor que estava fazendo, tapei-me dos pés à cabeça. Suei muito. Quando consegui dormir já estava quase amanhecendo.

- Pra você, mano, que é do tipo machão, chegar ao ponto de declarar-se amedrontado é porque o negócio é feio mesmo!

- Há momentos que penso estar ficando louco! Estou muito inseguro!

E Regina desconversa: -

Mudemos de assunto, filho!

- Ora, mãe! Já faz três meses que não sei o que é dormir uma noite inteira! Numa noite, vejo pessoas entrarem no meu quarto. Noutra, sinto-me fora do corpo, como se tivesse morri-do. Noutras ainda, acordo, pela madrugada, assustado, sentindo como se alguém estivesse perto de mim, a ponto de sentir sua respiração.

O rapaz assevera:

- Afinal, preciso falar com alguém!

- Desculpe sua mãe, filho! Ela está muito nervosa com o que está acontecendo com você.

- Perdoe-me, filho! Extrapolei desta vez.

Ricardo tenta tranqüilizar os pais:

- Estamos todos nervosos! Desculpem-me também!

Alice, acompanhando o sofrimento do irmão, resolve tocar num assunto, que sabia, iria desagradar sua mãe:

- Minha consciência manda que toque num assunto que talvez desagrade à mamãe!

- Do que se trata, filha?!

- O pai da Teresa, minha amiga, é médico! Quando soube do caso do Ricardo, pediu a filha para sondar-nos se não gostaríamos de conversar com ele! Sei que ele também é espírita!

- Não quero envolver meu filho com macumba, com bruxaria!

- Mas, mãe, conheço o dr. Guilherme, que além de ser uma pessoa educada e culta, não me parece ter ligação alguma com macumba ou bruxaria!

- Já temos orado o suficiente para a cura do Ricardo! E, no caso, Alice, ninguém poderia fazê-lo melhor do que eu e seu pai.

Ricardo voltou mais duas vezes ao psiquiatra, sem melhora substancial. Diante da impotência da medicina oficial para ajudar seu filho, Ricardo decide:

- Mãe, sei que não lhe agrada a idéia. Mas, estou disposto a procurar o dr. Guilherme.

E o pai aprova:

- Irei com você, filho!

Dias depois, Ricardo e Antônio estavam na casa do dr. Guilherme. O médico entra direto no assunto:

- Meus amigos, o caso do Ricardo ainda não é para a medicina oficial!

- Explique-se melhor, dr. Guilherme! - solicita Antônio.

- O que seu filho tem, meu caro Antônio, poderia ser me-lhor conduzido em um bom centro espírita.

- Mamãe sempre nos disse que Espiritismo é coisa do demônio! Que é bruxaria!

- Essa é uma visão equivocada do Espiritismo, Ricardo! Infelizmente, por falta de conhecimento, alguns ainda pensam assim. A moral que ele propõe é a do Cristo.

- Compreendo o que quer dizer, doutor! Conheço pessoas respeitáveis, de boa conduta moral, que o praticam.

- Julgo que, num centro espírita sério, o seu filho poderá ser aliviado do seu sofrimento e entender o que se passa com ele.

Ricardo decide ir ao centro de que faz parte o médico. O rapaz passa pelo atendimento fraterno, e, no mesmo dia, acompanhado do pai, assiste uma palestra, toma passe e água magnetizada. Ao chegar a casa, comenta:

- Incrível! Estou me sentido melhor! Tenho a impressão que me tiraram toneladas das costas!

- Deve ser sugestão, filho! Há tanto tempo sofrendo, não é possível que melhorasse tão rápido! - exclama a mãe.

No café da manhã, do dia seguinte, Ricardo assevera:

- Ora, pessoal, dormi uma noite como há muito tempo não dormia!

- Quer dizer que ir ao centro espírita lhe fez bem, mano?!

- Senti-me muito bem lá! E, por incrível que pareça, amanheci com nova disposição!

E Ricardo volta a ter a disposição e o bom ânimo de antes. Com a freqüência ao centro, pai e filho passaram a conhecer o Espiritismo. Certo dia, a família reunida, Ricardo declara:

- Tornei-me espírita! Agora, entendo o que me acontecera- estava com a mediunidade descontrolada. Até já me inscrevi no estudo sistemático da Doutrina Espírita.

Regina não se conforma:

- Mas, meu filho! Você tem certeza do que está fazendo?!

- Tenho sim, mãe! E, hoje, vou lhes contar uma coisa! Lembram-se de uma noite em que vi um homem entrar no meu quarto com um livro na mão? Pois bem, vi-o novamente na noite passada. Consegui até ler o título do livro: O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

E Ricardo, todo animado, acrescenta:

- E ele apontava para o livro, como a me sugerir que o lesse!

- Pelo visto, o que era pesadelo e tristeza, se tornou alegria, na visão nova que o anima, mano?

- É isso mesmo, Alice! Agora entendo que meu Espírito protetor vem tentando me incentivar ao estudo da Doutrina Espírita.

- Irei ao centro, hoje, com vocês! Sempre quis conhecer essa religião que faz com que a Teresa seja uma garota tão especial. É minha melhor amiga!

E Regina, para surpresa de todos, resolve:

- Irei também com vocês!

De início, Regina ficara um tanto constrangida. Quando a expositora começou a comentar o tema "Os trabalhadores da última hora" ela se transformou. Sentiu-se como se o ambiente lhe fosse familiar. Não sabia explicar o porquê de tanta alegria em seu coração. Terminada a reunião, ao sair do centro, Antônio, preocupado, comenta:

- Regina, você está diferente!

- Estou sim, Antônio! Quando a moça começou a expor o tema senti como se ela falasse para mim. Fui tomada por um sentimento de paz e por uma afetividade que, até então, não conhecia. Não tenham dúvidas, voltarei aqui!

E voltou mesmo! E continua indo ao centro espírita. Já faz parte da turma da costura. E já está integrada no estudo sistemático da Doutrina Espírita.

Boletim de Janeiro/2004

 

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