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Editorial Julho 2020 PDF Imprimir E-mail
Qua, 01 de Julho de 2020 00:00

No cenário de incertezas em que a Humanidade ora vive, a prece é um precioso instrumento que o Criador oferece às suas criaturas para ajudá-las a suportar esses momentos difíceis, dando força, coragem e bom ânimo. Jesus nos deixou a advertência de que, na Terra, teríamos aflições, mas deveríamos ter bom ânimo, pois Ele também as teve e as venceu. Embora não mude a natureza das provas, uma vez que algumas têm de ser suportadas até o fim, Deus não se limita a deixar-nos sofrer. Quando oramos, nosso pensamento é impulsionado pela força da vontade que imprimimos à prece e ela alcança os Espíritos executores dos seus desígnios, ligando-nos a eles mente a mente e nos fazendo ouvir as suas vozes reconfortadoras e que nos inspiram.

 Menos rude, então, nos parecerá o sofrimento e ele recairá com um peso menor sobre nossos ombros. Mas o socorro pretendido somente será alcançado por aquele que não se deixa imobilizar, que se limita a orar e espera que a solução venha sem despender um mínimo de esforço para alcançá-la. Foi o que Jesus ensinou, ao recomendar “buscai e achareis”. Kardec resume essa verdade espiritual numa frase que por si só se explica: “ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará”. Para que o céu nos ajude é preciso primeiro que também nos ajudemos, colocando todo o nosso esforço no trabalho para conseguir o que precisamos. Na circunstância atual, o que nos cabe é observar as recomendações da Ciência quanto ao modo de enfrentar o desafio que se nos apresenta. Somente assim, fazendo a nossa parte, é que, através da prece, o céu nos enviará a ajuda de que necessitamos. Não devemos, contudo, dirigir nossas preces apenas com o objetivo de obter ajuda para prosseguirmos no enfrentamento dessa prova por que a Humanidade passa. É preciso não esquecer aqueles que tombaram diante da enfermidade e viram-se na contingência de deixarem a Terra, sejam nossos afetos ou não, incluindo os profissionais que se dedicaram ao combate pela manutenção da vida. As preces em sua intenção testemunham nossa preocupação com eles e pela situação em que se encontram, além de aliviarem seus eventuais sofrimentos. Funciona como um refrigério que lhes chegará, levando algum conforto e tornando mais suave o despertar e o início nessa nova forma de vida. Não deixemos, pois, de incluir em nossas preces aqueles que nos antecederam no retorno à verdadeira vida, rogando a Deus que, através de seus benfeitores espirituais, lhes dê o amparo de que necessitam e a compreensão de que a morte é tão somente uma separação em relação ao corpo, e que um dia estaremos todos juntos novamente, num mundo que certamente estará melhor.

 
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