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Cura no centro espírita PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Seg, 14 de Fevereiro de 2011 14:34

Fábio, taxista em Brasília, chega ao centro espírita em que trabalha Anselmo, como médium de cura. Situado à  época em região próxima à cidade do Rio de Janeiro, essa casa espírita não mais existe. Na ocasião, ele é recebido no centro por Matilde.
– Olá, senhor! Boa tarde!
– Boa tarde, senhora!
– Meu nome é Matilde, e o seu?
– Chamo-me Fábio.
– O que deseja de nós, meu irmão?
– Sou taxista em Brasília...
– O senhor veio de Brasília?
– Isso mesmo, dona Matilde!
– E, afinal, o que o trouxe até ao nosso centro?
– Sou muito doente e familiares me aconselharam vir a esse centro. Disseram-me que aqui tem um médium que está fazendo curas.
– Nós temos, sim, um trabalho de assistência a enfermos.
– Parece-me que o nome do médium é Anselmo.
– É isso mesmo, o nome dele é Anselmo. Ele dirige o trabalho de assistência a enfermos.
Fábio mostra-se ansioso.
– Como poderei fazer, dona Matilde, para ser atendido por ele?
– O senhor chegou muito cedo. O Anselmo começa a conversar com os enfermos a partir das 17 horas. E ainda são 13 horas.
– Não faz mal, esperarei. Minha necessidade é muito grande.
– Então, o senhor será o primeiro a conversar com o Anselmo.
Com tempo, as pessoas doentes, em busca do médium, foram chegando. Às 17 horas em ponto, noutra sala com a porta aberta, Anselmo começa o atendimento aos enfermos.
– Senhor Fábio, pode entrar na sala. Anselmo o espera – fala Matilde.
– Obrigado, senhora!
E, dentro da sala, Anselmo se antecipa.
– Senta-se, meu irmão! Como se chama?
– Meu nome é Fábio, seu Anselmo.
– O que o aflige, meu amigo?
– Venho aqui em busca de alívio para minha doença. Tenho um problema sério nas vias respiratórias.
– Faz tratamento médico, Fábio?
– Sim, trato-me com o Dr. Maurício, em Brasília, onde sou taxista.
– E está conseguindo trabalhar normalmente?
– Não, senhor! Com muito custo consigo trabalhar dois dias na semana.
– E o irmão tem condições de ficar por aqui durante um mês?
– Sim, os parentes que me aconselharam vir aqui estão hospedando-me.
– Então, começaremos o tratamento hoje mesmo. É só aguardar.
– O senhor acha que tenho chances de ficar bom?
– Não posso prometer nada, meu amigo. Sou simples intermediário entre os espíritos e os homens. E, no seu caso, a indicação dos benfeitores espirituais é para que faça o tratamento espiritual durante um mês.
– Quantas vezes por semana terei que vir aqui para o tratamento?
– Somente virá aqui aos sábados, para receber a assistência espiritual de que necessita.
– Tudo bem, seu Anselmo. Estou confiante.
– Então, Fábio, aguarde no salão, pois o tratamento começará tão logo eu tenha conversado com todos os enfermos presentes.
Fábio já tinha passado pelo tratamento em três sábados. No quarto sábado, ele pede para falar com o médium que, prontamente, o atende.
– Como está, Fábio?
– Muito bem, seu Anselmo!
– Que bom, meu amigo. Jesus não desampara aqueles que O buscam com fervor, sinceridade e confiança.
– A partir do segundo tratamento, já não mais senti os transtornos respiratórios que tanto me afligiam. Hoje é o último sábado, não?!
– Sim! Seu tratamento termina hoje, meu irmão, como previsto pelos bons espíritos.
– Agradeço-lhe muito o que fez por mim, seu Anselmo.
– Agradeça a Deus, meu irmão, a bênção da cura. Desejo-lhe boa viagem de retorno a Brasília.
No mês seguinte, chegam ao centro dois homens, um deles de idade avançada. A casa espírita está cheia.
– Podem entrar, meus irmãos! – diz Matilde.
– É aqui que o médium Anselmo atende?
– É sim, senhor! Esse é o centro espírita em que ele desempenha sua tarefa.
– Trouxe o meu pai para fazer um tratamento, pois tenho um cliente que ficou curado aqui e que tinha a mesma enfermidade de meu pai.
– Ia esquecendo de me apresentar. Meu nome é Matilde. E o de vocês?
– O meu é Maurício!
– E o meu é Feliciano – informa o pai de Maurício.
– Hoje, há muitos enfermos; terão que esperar, pois o atendimento é por ordem de chegada.
– Não tem problemas! Esperaremos a nossa vez, não é isso, pai?
– Isso mesmo, filho. Preciso muito de ajuda.
– Então, tenha fé, seu Feliciano. Jesus é o médico das nossas almas.
Após duas horas de espera, pai e filho são chamados para conversar com Anselmo.
– Sentem-se, por favor!
– Meu nome é Maurício e meu pai se chama Feliciano. Trouxe o pai para fazer um tratamento com o senhor. Tenho um cliente, em Brasília, que tinha a mesma doença dele e ficou curado aqui.
– O senhor é médico?
– Sim, sou médico e tive como cliente por muito tempo o seu Fábio, que é taxista lá em Brasília e que ficou curado com o tratamento nesse centro. Tive oportunidade de comprovar, com exames, que ele está completamente curado.
– Lembro-me muito dele, meu irmão!
– E, assim, espero que meu pai se beneficie da mesma forma que o seu Fábio.
O médium recolheu-se em meditação e, logo após, falou:
– Vamos fazer o seguinte: o seu pai irá tomar o passe na outra sala, enquanto continuamos a conversar. Tá bom assim?!
– Tá certo, seu Anselmo!
– Venha, seu Feliciano. Eu mesmo vou levá-lo à sala de passe – fala Anselmo.
Anselmo volta e retoma o diálogo com o Dr. Maurício.
– Meu caro Dr. Maurício! Os benfeitores espirituais sugerem que leve seu pai de volta para Brasília e dê muito carinho a ele – todo carinho que lhe for possível ofertar.
– Mas, por que isso, seu Anselmo? Ele não poderá fazer tratamento aqui? Fale com franqueza, por favor. Sou médico e não engano meus clientes. O que está acontecendo?
– Meu irmão, dói-me dizer, mas, segundo fui informado pelos amigos da espiritualidade, seu paizinho querido não terá mais que dois meses de vida. Então, volte já para Brasília e dê muita atenção a ele. Dê-lhe muito carinho.
– Por essa eu não esperava! Mas, seja o que Deus quiser. Farei o que me pede, pois vi muita seriedade no trabalho que aqui é desenvolvido. Também sei da gravidade do caso do pai.
– Nós, médiuns, não temos o poder da cura. Somos somente intermediários do mundo espiritual, que também atua segundo as Leis do Altíssimo.
– Então, assim que ele sair da sala do passe, iremos embora. Agradeço-lhe a atenção e a forma como eu e meu pai fomos recebidos por todos do centro.
– Não pense, meu irmão, que vocês não receberam nada aqui hoje. Muito ao contrário, seu pai recebeu, no passe, ajuda magnética para que tudo possa ocorrer da forma mais suave e tranqüila.
– Estou confiante! – exclama o médico.
– E o caro amigo, pelo bem que faz aos sofredores e necessitados que o procuram, atendendo até gratuitamente aos que não podem pagar, recebeu a ajuda necessária para passar, com equilíbrio, pela prova da separação desse pai, que somente a reencarnação pode explicar o amor recíproco que os une.
E, assim, pai e filho retornaram a Brasília. Antes de completar dois meses da estada dos dois no centro, Anselmo conversa com Matilde.
– Matilde, veja só a carta que recebi hoje do Dr. Maurício, aquele de Brasília, que trouxe o pai para tratamento.
– O que ele diz, Anselmo?
– Vou ler o que mais interessa:
“Seu Anselmo, tudo ocorreu conforme me foi dito aí, pelo senhor. Meu pai veio a falecer há quatro dias. Agradeço muito a Deus a suavidade do seu desenlace, como também o conforto que me tem invadido a alma, diante da separação”.
– Estou toda arrepiada, Anselmo!
– E tem mais, Matilde. Escute o que ainda relata o Dr. Maurício:
“Pelos benefícios concretamente recebidos, resolvi conhecer melhor o Espiritismo e já iniciei a leitura das obras do Sr. Allan Kardec”.
Anselmo e Matilde mostram as faces molhadas pelas lágrimas de gratidão a Deus.

Boletim de junhol/2008

Última atualização em Dom, 23 de Setembro de 2018 11:21
 

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