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Editorial Maio 2020 PDF Imprimir E-mail
Sex, 01 de Maio de 2020 00:00

Mais uma vez a Humanidade se defronta com um flagelo de grandes proporções. Milhares de vida estão sendo ceifadas em todos os cantos do mundo por uma pandemia de proporções até então inimagináveis. Reações diferentes se formam nestes momentos, com alguns indagando pela presença de Deus para mitigar o sofrimento de tantos e outros buscando o consolo na sua vontade, dizendo aceitar seus desígnios com resignação. O Espiritismo, no entanto, mostra que semelhantes acontecimentos são permitidos por Deus para que a Humanidade progrida mais depressa, realizando em alguns anos o progresso que demandaria séculos para se realizar.

Materialmente, a Terra tem realizado progressos significativos, avançando no campo das ciências, das artes e do bem-estar social. Espiritualmente, porém, há um imenso progresso a realizar. O planeta passa por um período de transformação, ao final do qual emergirá como um mundo de regeneração. O período a que ora chega a Humanidade não implica numa transformação material, como as grandes comoções comuns à época da formação da Terra. Como disse Kardec, “não são mais as entranhas do planeta que se agitam: são as da Humanidade". A felicidade do homem na Terra somente poderá ser alcançada com o progresso moral, que derrubará paixões inferiores e desejos de supremacia que ainda separam os povos. Catástrofes como a que estamos testemunhando trazem oportunidades de crescimento, como, por exemplo, o desenvolvimento da ciência, através do estudo das condições e dos meios para impedir novas enfermidades. Coloca os homens no seu verdadeiro lugar, como criaturas de Deus que são, sem privilégios, pois o inimigo invisível se mostra poderoso o suficiente para igualar a todos, sem distinção entre pobres e ricos, negros e brancos. Para enfrentá-lo, são impotentes o egoísmo, o orgulho e a supremacia material de certos povos, bem como o autoritarismo e a prepotência de governantes, a exibição ostensiva de riqueza e a posse de armas sofisticadas, desenvolvidas para matar semelhantes, mas inoperantes para enfrentar um simples vírus. Uma nova ordem moral terá que resultar desse processo, para que o sofrimento de agora não se demonstre inútil amanhã. E para que essa transformação se concretize será necessária uma mudança geral no sentimento dos homens, o que não será possível com a manutenção dos atuais paradigmas. A concórdia, a paz e a fraternidade, indispensáveis à felicidade, terão que reinar no planeta, todos se reconhecendo como membros de uma mesma família e contribuindo para o progresso uns dos outros. Contudo, no elevado grau de ligação com a matéria em que ainda nos encontramos, temos a tendência de apreciar semelhantes flagelos unicamente sob a ótica da vida presente, sem levar em conta o seu objetivo final. Para alguns é uma prova; para outros, uma expiação, que, se suportadas com paciência e resignação e absorvidos os ensinamentos que daí podem ser extraídos, trarão uma ampla compensação no futuro. Passado esse período, confiemos que todos estaremos em algum grau melhores do que hoje, independente do que aconteça com cada um de nós.

 
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