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Controvertidas controvérsias PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Seg, 14 de Fevereiro de 2011 14:29

O planeta União se acha no mesmo estágio evolutivo da Terra. E lá, os dirigentes de um movimento responsável pela divulgação de uma nova proposta filosófico-moral, a Mensagem Universal dos Espíritos, estão em reunião ordinária. São eles: João, Maria, Renato, Urbano e Iraci. João assume a palavra:

- Meus irmãos, a seara é grande, mas poucos os trabalhadores!

Assevera, então, Maria:

- Mas isso não é motivo para desânimo. Façamos a nossa parte. Continuemos firmes na disposição de divulgarmos a Mensagem Universal dos Espíritos, da forma como proposta, pelos Espíritos Superiores, nas obras originais.

Renato, no entanto, questiona:

- Mas, Maria, tem um ponto que precisamos esclarecer.

- Do que se trata, Renato?

- Eu acho correta a tese de que o Mestre Cristiano, quando aqui esteve, no planeta União, usou somente vestes brancas, tão alvas quanto o seu augusto Espírito.

E Renato pontua:

- Não me convenci, ainda, de que Ele teria usado vestes de diversas cores, como querem vocês.

João, aí, se pronuncia:

- Mas, Renato, não há nada que prove que o Mestre Cristiano teria usado somente vestes brancas. Julgo estarem certos aqueles que aceitam a tese de que Ele usara vestes de variadas cores.

E João continua:

- É questão de lógica, mesmo porque não há comprovação histórica desse fato. E o que pensam Urbano e Iraci?

- Eu não entro nessa discussão - responde Urbano. O que me interessa é o conteúdo da Mensagem Universal dos Espíritos.

- Essa questão da cor da vestimenta do Mestre Cristiano não me incomoda - diz Iraci.

- E há alguma coisa que a incomoda, Iraci?

- Acho que o Mestre Cristiano surgiu do céu; não veio ao mundo como qualquer um de nós, como pensam alguns adeptos da Mensagem Universal dos Espíritos.

Maria, então, tenta clarear a discussão:

- Mas, meus amigos, a nova revelação surgiu como resultado de critérios e avaliações os mais justos, experimentais, sem alegorias e misticismos. E vocês querem criar dois cismas na nossa coletividade?

- Ah, Maria!!! - exclama Renato. Não consigo entender o Mestre Cristiano com vestes vermelhas, ou azuis, ou verdes.Daí surgiria nova discussão - qual a tonalidade da cor? Azul turquesa, vermelho rubi, verde bandeira? Essa tese trai a dignidade e a santidade do Mestre e divide mais a nossa comunidade.

João, de prontidão, assegura:

- Eu acho que o que mais divide a nossa coletividade é a crença na veste branca do Mestre Cristiano. A maioria dos elementos cultos de nosso meio não a aceitou, de vez que ela não resiste à lógica, a uma reflexão mais séria.

- Mas, João, a lógica humana, convencional, não pode delimitar fatores divinos, que não são medidos pelas nossas medidas - observa Renato.

Maria intervém:

- Renato, já que você pensa assim, em desacordo com a lógica da Mensagem Universal dos Espíritos, por que não assume isso publicamente? Por que não propõe, junto a seus pares, a formação de uma nova concepção religiosa, que atenda aos interesses de vocês?

- Pôxa, Maria! - reclama Renato. Não estou querendo abandonar a Mensagem Universal dos Espíritos. Li os livros que tratam do uso de vestes brancas por parte do Mestre Cristiano e aceitei as explicações ali expostas. Aliás, outros amigos de influência também as aceitam.

- Só que não assumem! Poucos o fazem, com dignidade - enfatiza João.

Iraci, então, assevera:

- João, eu assumo meu entendimento sobre o aparecimento miraculoso do Mestre Cristiano no nosso planeta União. Um Espírito da pureza dele não poderia se submeter às nossas condições, tão inferiores, de renascimento. Seria inadequado à sua natureza divina.

- Você acha, então, que nós renascemos, no planeta União, através de um ato indigno do renascimento do Mestre Cristiano? - interroga João.

- Acho sim!

É, então, que Maria pressiona:

- Aí fica difícil, Iraci, a gente discutir seriamente. Você, pelo visto, ainda está presa a conceitos da cultura religiosa tradicional, que fala de pecado e coisas similares.

Urbano, que até então pouco falara, decide falar:

- Meus amigos! Se médiuns conceituados fogem ao comprometimento de uma definição sobre esses assuntos; se Espíritos responsáveis também se omitem a respeito, por que razão vou eu dar a esses temas o meu tempo útil?! Fiquemos com o coerente corpo doutrinário da Mensagem Universal dos Espíritos. Isto basta!

Eu acho essa proposta válida! - assegura João.

- Eu também! - concorda Maria.

E Urbano volta a falar:

- Cheguei à conclusão que somente a unidade em torno das obras básicas da Mensagem Universal dos Espíritos trará a verdadeira união à nossa coletividade. Cada um se quiser, pode até mesmo assumir idéias circunstanciais distintas, desde que elas não se confrontem com os princípios doutrinários básicos e que não sejam divulgadas como sendo doutrinárias.

- Mas, Urbano - reitera Renato - eu continuo a aceitar as idéias que identificam as vestes do Mestre Cristiano como tendo sido somente da cor branca.

- Eu também - esclarece Iraci - não posso deixar minha crença do renascimento divinal do Mestre Cristiano no nosso planeta.

- Cada um de nós - esclarece Urbano - pode adotar a opinião que melhor lhe agrade. O que se não pode, nem se deve fazer, é tornar essa opinião tema doutrinário, que para tanto, dependeria da concordância universal dos Espíritos superiores.

E João mostra sua inconformação:

- Sinceramente, não vejo porque tratar desses assuntos, contrários às obras originais, nos núcleos da nova revelação.

- Acho - diz Urbano - que eles não devem ser divulgados como doutrinários. Porém, ninguém pode proibir que este ou aquele aceite isto ou aquilo.

Enquanto isso, os Espíritos Elevados, responsáveis pela divulgação da Mensagem Universal dos Espíritos no planeta União, assistiam, entristecidos, àquela discussão estéril, que bem demonstrava a imaturidade daquela coletividade, que pretendia representar o consolador prometido à humanidade daquele planeta, em tempos de grandes transformações e dificuldades.

Boletim de Fevereiro/2005

Última atualização em Seg, 14 de Fevereiro de 2011 15:32
 

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