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Atendendo ao telefone na Casa Espírita PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Qui, 10 de Fevereiro de 2011 15:49

Judith se dispusera a ajudar o pessoal da secretaria do centro espírita. Estava sempre atenta no atendimento ao telefone. Ele toca e ela se apressa a atendê-lo.

- Grupo Espírita Trabalhadores do Bem! Boa tarde!

Voz feminina solicita:

- Gostaria de falar com o presidente do centro! Pode chamá-lo, por favor?

- Ele não está, minha senhora! Ele já esteve aqui hoje! Não voltará!

- Não tem ninguém de responsabilidade na casa, que possa me atender?!

- Talvez eu possa ajudá-la! O que deseja?

- Quero informações que somente me poderão ser dadas por quem entende de Espiritismo!

- Dependendo do tipo de informação, somente lhe poderá ser dada aqui no centro, minha senhora!

Venha nos visitar! Assim, poderá conhecer o nosso modo de estudar, divulgar e praticar o Espiritismo!

- Não estou com tempo disponível! Buscarei esclarecimento em outra casa!

- Tudo bem! Desejamos que obtenha o esclarecimento pretendido!

Sem se despedir de Judith, a senhora desliga o telefone.Ele volta a tocar.

- Grupo Espírita Trabalhadores do Bem! Boa tarde!

- Por favor, anota meu nome e endereço para ser colocado na sessão de desobsessão!

- Anotarei, com muito prazer, senhor! Porém, seu nome será colocado na irradiação da reunião pública de hoje!

- Mas eu quero que coloque na reunião de desobsessão!

- O senhor conhece os trabalhos de nossa casa espírita, meu irmão?

- Não! Nunca fui aí. Mas, o que quero é que coloque meu nome na desobsessão!

- Para que um nome seja colocado na reunião de desobsessão de nosso centro, há necessidade da pessoa passar pelo atendimento fraterno! O atendente é que verificará a necessidade de incluir ou não o nome da pessoa na reunião de desobsessão!

- Mas que burocracia! Parece até serviço público!

- Seu nome sendo colocado na irradiação da reunião pública, o senhor certamente receberá os benefícios de que necessita. A reunião começará daqui a pouco! Diga-me seu nome e endereço, meu senhor!

- Não precisa, não! Buscarei outro centro que me assegure colocar meu nome na desobsessão. É o de que preciso!

- Tudo bem! Seja feliz na sua busca, meu irmão!

O telefone toca novamente.

- Grupo Espírita Trabalhadores do Bem! Boa tarde!

É uma senhora agitada.

- Vocês aí têm reunião de efeitos mediúnicos?

- O que a senhora chama de reunião de efeitos mediún-cos, minha irmã?!

- Se você não sabe o que é uma reunião de efeitos mediúnicos, minha filha, chame alguém que possa me atender. Meu caso é urgente. Urgentíssimo!

- Vamos ter, daqui a pouco, uma reunião pública, com palestra, passe e água magnetizada! Temos reuniões envolvidas com o fenômeno mediúnico, mas em outros dias, que são privativas!

- Como já disse, meu caso é urgente! Preciso de uma informação dos espíritos! Me coloque em contato com o presidente da casa!

- Ele não está, no momento!

- Vocês são muito limitados, sem iniciativa! Preciso de uma informação urgente e vocês não me podem dar. É muita limitação!

- Realmente, temos nossas limitações! O trabalho no centro é realizado por voluntariado e se vincula à Doutrina Espírita, senhora!

- Então, vocês não podem mesmo me ajudar?!

- Temos o serviço de atendimento fraterno, que a senhora poderá se valer!

- Então me chame alguém desse trabalho, preciso de ser atendida! É urgentíssima a informação que preciso obter dos espíritos!

- Para passar pelo atendimento fraterno a senhora precisará vir aqui. Quem atendê-la terá condições de verificar sua necessidade e viabilizar, se for o caso, uma possibilidade de ajuda através da assistência prestada no nosso centro.

- Mas eu não posso esperar. Já disse que o meu caso é urgente!

- Infelizmente, minha senhora, não podemos adaptar os trabalhos do centro às necessidades de todos que nos telefonam. Venha nos visitar, para conhecer a proposta do nosso centro espírita.

- Muito obrigada! Vocês são muito limitados no entendimento e na prática da mediunidade!

E, sem esperar que Judith falasse mais alguma coisa, e sem se despedir, a senhora desliga o telefone bruscamente. E ele, mais uma vez, toca.

- Grupo Espírita Trabalhadores do Bem! Boa tarde! - Boa tarde, minha filha! - Em que posso ajudá-la, senhora!

- Você não se importaria em colocar meu nome na irradiação da reunião pública de hoje?

- De forma alguma. A senhora é freqüentadora do nosso centro?

- Não, filha! Deram-me o endereço daí para que eu os procurasse. Mas ainda não tenho condições disso. Na semana passada liguei e fui muito bem atendida, ao telefone, pelo Leandro!

- É o presidente da nossa casa!

- É o presidente?! Identificou-se como um trabalhador da casa!

- E ele o é, minha senhora!

- O certo é que colocou meu nome na irradiação da reunião pública da semana passada e fui beneficiada. No dia seguinte ,me senti bem melhor. Por isso, peço-lhe que coloque novamente meu nome nessa irradiação.

- Colocarei sim. Pode me dizer.

Logo após as devidas anotações, Judith observa:

- Assim que em condições, venha nos visitar, minha irmã! Me procure! Meu nome é Judith. Terei muito prazer em conhecê-la. E a senhora terá a oportunidade de conhecer a proposta espírita desenvolvida em nossa casa.

- Irei sim, Judith! Se Deus quiser, em breve, estarei aí para conhecê-la.

- Gostaria ainda de informar que existe, na nossa redondeza, uma casa espírita que tem um serviço de atendimento, em domicílio, a enfermos impossibilitados de comparecerem ao centro. Se quiser, posso dar-lhe as indicações para que procure essa casa!

- Na semana passada o Leandro já me havia falado nessa possibilidade. Porém, convivo com problemas familiares que me impedem de tal atendimento, que, de certo, me facilitaria.

- Pode ficar tranqüila, seu nome estará na irradiação de hoje.

- Conversar com você já foi muito bom, Judith. Até breve!

- Muita paz, minha amiga! Fé a senhora já demonstrou que tem! Logo após, volta o telefone a tocar.

- Grupo Espírita Trabalhadores do Bem! Boa tarde!

E uma voz masculina pergunta:

- Esse centro é de mesa ou de terreiro?

- É um centro espírita, com base na codificação kardequiina!

- É de Kardec?! Não me serve. Quero um centro forte!

- É! Talvez não seja o nosso centro que possa atender às suas necessidades. Que o senhor possa encontrar o que deseja, meu irmão!

E assim, termina o serviço de Judith, daquele dia, ao telefone da casa espírita.E, pelo que vimos, não foi tão fácil como imaginávamos que pudesse ser. É serviço espírita!

Boletim de Março/2004

Última atualização em Qui, 12 de Maio de 2011 14:59
 

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