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Ação providencial dos espíritos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Qui, 10 de Fevereiro de 2011 15:36

Antônio e Hilda, pais de Marieta, lutavam muito com a educação da filha! Com 18 anos, ela se julgava completamente independente:

- Já trabalho! Ganho meu dinheiro! Praticamente me sustento! O que vocês querem mais? - argumentava Marieta.

- Nós a amamos, minha filha! - falava a mãe.

- Temos lutado para que você não se deixe levar por más companhias! Ultimamente, porém, você tem chegado muito tarde em casa e, muitas vezes, cheirando a bebida alcoólica!

- Os tempos são outros, mãe! Só porque sou mulher, tenho que ficar agarrada à barra da saia da mamãe?

O pai, então, avalia:

- Desde muito nova, você fala em ser independente, o que, de certa forma é bom! Porém, Marieta, a independência admite limites e responsabilidades, sem o que ela pode tornar-se instrumento de autodestruição. Essa é a nossa preocupação

- Não se preocupem comigo! Sei cuidar de mim! - assegura a moça.

Quatro anos se passaram, sem que Marieta mudasse suas atitudes. Seu pai veio a desencarnar, vítima de um processo cancerígeno. Certo dia, sua mãe encontra, sobre a cômoda, o resultado de um exame de laboratório.

- Marieta, pelo resultado desse exame, você está grávida!

- Estou sim! Mas, não se preocupe, estou disposta a abortar!

Sua mãe surpresa, exclama:

- Meus Deus! Que insanidade! O que tem essa criança a ver com a sua displicência para com a vida? Quem é o pai?

- Isso não interessa! - responde categórica a filha.

No mundo espiritual, no entanto, Antônio preocupado com a situação da filha, busca ajuda, junto a Espírito coordenador do núcleo em que recebia assistência:

- Caro, Benevides, venho solicitar seus préstimos em favor de minha filha!

- Estou a par do assunto, caro amigo Antônio! - observa o instrutor espiritual e ainda acrescenta: - Vamos ver o que podemos fazer! Há tempos vêm sendo mobilizados vários recursos em prol do despertamento de Marieta, sem resultado!

Antonio, preocupado com a situação da filha, observa:

- Tenho conhecimento do que vem sendo feito, no sentido de ajudar Maireta! Inclusive, com ajuda superior, meu pai está ligado ao corpo que se forma no ventre de minha filha! Tudo faremos para que ele renasça, através dela!

Benevides, mobilizado pelo desejo de Antônio em ajudar a filha, decide por nova tentativa em benefício de Marieta. E propõe:

- Tentaremos conversar com ela, em espírito, durante o sono do corpo físico. Encontrar-nos-emos, Antônio, em sua antiga casa, nesta noite mesmo, às 23 horas.

Marieta adormeceu, logo que se deitou, e, sob influência mais direta de Benevides, seu Espírito foi conduzido a posto de socorro ligado ao núcleo de trabalho de seu pai O dirigente espiritual instrui Antônio:

- Antonio , chame por sua filha! Apesar da grande influência das coisas do mundo material sobre ela, colaboraremos de forma que ela possa estar consciente desse encontro, após retornar ao corpo físico. Chame por ela, firmemente, Antônio!

- Marieta! Minha filha! Marieta! Sou eu, seu pai, Antônio!

Sob o amparo da irradiação de Benevides, porém sem consciência exata do que estava ocorrendo, ela esboça reação:

- O que está acontecendo? Quem está me chamando?

- Sou eu, seu pai. Quero te ajudar, minha filha.

Aí ela sente mais profundamente o chamamento do pai, e como se acordasse, fala:

- Papai! O que faz o senhor aqui? O senhor está morto!

- Estou mais vivo do que nunca, Marieta! Nesse instante, contudo, o que mais importa é seu filho! O abortamento provocado desrespeita as Leis da Vida e resulta em sérios compromissos para os envolvidos. É um ato de uma violência sem limites, diante de um ser sem condições de se defender. Pense bem, minha filha!

Em meio ao inusitado da situação, Marieta responde:

- Não posso ter esse filho! Não quero me envolver com a maternidade!

Com a assistência efetiva de Benevides, Antônio insiste:

- Marieta, minha filha, é seu querido avô Ernesto que, com a permissão dos Espíritos Superiores, e querendo ajudá-la, está voltando à Terra através de você. Esta atitude dá mostra de quanto ele te ama, minha filha!

Ela se assusta:

- O que? É meu avô Ernesto, que se faz presente nessa minha gravidez?

- É sim, minha filha! Pense bem! Ele tenta retornar à Terra, para reconquistá-la ao caminho do verdadeiro bem, pois confia no afeto que os liga desde passado muito remoto.

- Meu Deus! Meu avozinho Ernesto, que eu tanto amei! Que saudades dele!

E, mais tarde, Marieta é reconduzida ao corpo físico e acorda:

- Mãe! Mãe! Mãe!

Sua mãe surpresa, pois jamais ouvira da filha apelo tão afetuoso, chega junto dela:

- O que houve, filha?

- Sonhei com o pai! Ele me disse que o vovô Ernesto está renascendo na Terra, através dessa minha gravidez. Fez-me ver da responsabilidade que assumiria provocando o abortamento!

Sua mãe, curiosa, quer saber mais:

- E o que mais, Marieta?

- Disse-me o pai que o vovô decidiu retornar a Terra, para me ajudar. Estou certa de que conversei com meu pai! Se fosse envolvida com Espiritismo, alguém poderia dizer que se tratou de sugestão.

Hilda, ainda, justifica:

- E outra coisa, filha, a orientação de seu pai contraria frontalmente sua decisão de abortamento, o que dá credibilidade ao fato. É sinal patente de que esteve com ele! Creio nesse tipo de comunicação!

- É isso mesmo! Não vou abortar! Terei esse filho! A razão e o sentimento me levam a tomar essa decisão.

Mais tarde, Ernesto renascia na Terra! Com o passar do tempo, percebia-se que a criança mudara muito a vida de Marieta, estava transformando-a numa verdadeira mulher. E Hilda transbordava de felicidade, pois o neto a estava fazendo esquecer a ausência de Hilário.

Boletim de Fevereiro/2001
 

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