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A apreensão de Anita PDF Imprimir E-mail
Escrito por Jayme Lobato   
Qui, 27 de Janeiro de 2011 15:01

Anita e sua mãe se distraem em curiosa conversa:
- Mãe, ultimamente, tenho tido algumas apreensões.
- Você tem se sentido mal, Anita?
- Não é bem isto!
- Então, do que se trata, filha?
- Tenho estado um pouco angustiada.
- E por que, minha menina?
- No final do ano passado, no colégio, foi muito comentado sobre o fim do mundo.
- Fim do mundo?!


- Sim! Houve muito falatório sobre esse assunto.
- Mas, afinal, o que falaram sobre o fim do mundo?
- Algumas amigas acreditam que o mundo está para acabar, pois ouvem isso nas suas casas religiosas.
- E isso a assustou, filha?
- Assustou e muito!
E Anita prossegue:
- Além do mais, mãe, hoje em dia tudo parece que se complica.
- Explique-se melhor, Anita.
- Temos aí a violência, as drogas, os desmandos de toda sorte. E, às vezes, as coisas mais simples acabam se tornando um problema.
- Temos tudo isso sim, filha.
- E vemos crianças nas ruas, sem qualquer amparo. Ninguém se importa com ninguém!
- Filha! Tanto a Terra como a Humanidade que a habita estão passado por uma grande transformação.
- Como assim, mãe?
- Uma transformação para melhor, é claro!
- Mas, como entender isso, mãe? Só estamos assistindo a violências de toda a sorte e até por parte das autoridades respon-sáveis pelo bem-estar das pessoas.
- Você não deixa de ter razão, filha. E os homens públicos, de uma forma geral, têm dado péssimos exemplos na nossa soci-edade.
- Então, como entender que estamos sofrendo um processo de transformação para melhor?
- É que estamos no período mais crítico, que é o de transição efetiva para o surgimento do mundo de regeneração.
- Me é muito difícil entender isso, mãe.
E a mãe tenta fazer-se entender:
- Você se lembra quando estavam construindo o Metrô de nossa cidade?
- Sim! Lembro-me perfeitamente.
- Então você se recorda da confusão que passou a reinar no nosso bairro, não é mesmo, Anita?
- Claro! Até para entrar no nosso prédio era difícil.
- Havia obras por toda a parte, não foi assim, Anita?
- Foi! O tráfego se tornou um verdadeiro caos.
- Parecia que a confusão não ia ter fim.
- E, mãe, como reclamávamos, na ocasião!
- Isso mesmo, filha! Achávamos um absurdo o tumulto em que se transformou o nosso bairro.
- Aquele momento assim nos fazia crer!
- Porém, Anita, a obra acabou e o que temos hoje?
- O Metrô como um excelente meio de transporte de massa, e muito confortável.
E a mãe insiste, citando outro exemplo:
- Posso tentar explicar isso de outra forma.
- Então o faça logo, mãe!
- Você também se recorda de quando fizemos obras no apartamento?
- E como me lembro, mãe!
- Alguns cômodos ficaram intransitáveis, criando grandes transtornos à nossa movimentação.
- A senhora teve muita dificuldade para preparar nossas refeições, pois a cozinha também entrou na dança.
- Como não tínhamos condições de sair do apartamento, para que a reforma se efetivasse, passamos por momentos bem difíceis durante a obra.
- Nem me fale!
- Houve momentos, Anita, que pensei em desistir. Mas, nem isso podia mais acontecer.
- É! Não poderíamos habitar definitivamente um apartamento naquelas condições.
- Contudo, a obra terminou, e o que temos hoje, filha?
- Um apartamento mais confortável e em melhores condições para atender às nossas necessidades. Meu quarto, por exem-plo, ficou lindo!
- O espaço do seu quarto foi muito bem aproveitado.
- Permitindo-me uma decoração que melhor atenda às minhas necessidades.
- Pois é, filha, com a Terra e sua Humanidade está acontecendo o mesmo.
- Como assim, mãe?
- Todos os valores da sociedade estão sendo postos à prova. E, por isso, esse aparente caos.
- Com os exemplos que deu, mãe, estou começando a entender a confusão que ocorre na Humanidade.
- Essa fase passará, Anita, como também passaram aqueles momentos difíceis da construção do Metrô e da obra no nosso apartamento, guardadas, é óbvio, as devidas proporções.
E a mãe de Anita prossegue esclarecendo:
- Essa fase difícil passará, filha, e a nossa Terra atingirá a condição de morada dos mansos, aqueles que, não sendo ainda perfeitos, não são mais violentos. É a fase da efetivação do progresso moral – a fase da regeneração.
- Interessante essa tese, mãe!
- Recordemos as palavras de Jesus: “Bem-aventurados os mansos, pois estes herdarão a Terra.”
- E a gente, como fica, mãe?
- Apesar de toda a dificuldade dos dias atuais, devemos buscar orientação nos ensinamentos de Jesus, explicados pela Dou-trina Espírita. Neles encontraremos a devida consolação para enfrentarmos o momento presente.
- E em termos práticos, o que devemos fazer?
- Cabe-nos o trabalho de nos tornar pessoas melhores. Se eu me melhoro e se você se melhora, filha, a Humanidade melho-ra, pois fazemos parte dela.
- Seu raciocínio está correto. Porém, muita gente não pensa assim!
- Façamos a nossa parte, Anita. Busquemos nos melhorar e melhorar as condições de vida do nosso planeta e amanhã esta-remos vivendo num mundo melhor.
- O que a senhora falou tem fundamento, mãe. Estou até mais calma!
- Pense no seguinte, filha: se Deus é a inteligência suprema, você acha que Ele estaria demonstrando essa inteligência ao criar a Terra e o Homem, permitindo que chegasse até o estado atual de progresso intelectual, para, de uma hora para outra, acabar com tudo?
E a mãe de Anita assevera:
- Isso seria uma brincadeira de mau gosto! Uma infantilidade, mesmo! O que não poderá ser o caso, em se tratando de Deus, o criador da Vida e do Universo – a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
- Tá certo, mãe! É questão de refletir e concluir.

Publicada no Boletim de Fevereiro de 2009

Última atualização em Qui, 12 de Maio de 2011 15:00
 

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