É voz corrente aceitar-se o processo da educação
dos filhos como tarefa difícil e complexa. Os questionamentos
quanto a melhor forma de agir diante desta ou daquela situação,
nas várias ocorrências, são constantes. De
modo geral, os pais têm poucas oportunidades de discutir
dúvidas, esclarecer questões, conversar a respeito.
Na sociedade diversos cursos capacitam para as mais diferentes
funções. Quanto a ser pais, nos defrontamos com
a situação, sem o preparo necessário. Surgidas
as variadas circunstâncias, agimos através de ensaios
e erros. Após impasses, buscamos ajuda, esclarecimentos
que norteiem essa maravilhosa experiência.
Descobrimos aí, que o relacionamento familiar pode proporcionar
oportunidade do autoconhecimento onde atitudes e sentimentos
em relação ao outro merecem, podem, devem ser analisados
pondo às claras nossas limitações, incertezas,
medos... Através da família despertamos para trabalhar
com nossas imperfeições, limitações,
buscando desenvolvimento de potencial infinito do amor a expressar-se
na troca de experiências, informações, nos
diálogos, na fala honesta, sincera, transparente.
Expondo nosso íntimo, criamos para o outro oportunidade
de também se conhecer, nascendo daí a confiança,
a ajuda mútua verdadeira, onde companheiros, amigos se
amparam em crescimento recíproco.
Essa autoconsciência decorrente, desse conhecimento, observação
e análise dos medos, desejos, prazeres, incertezas, dores,
insatisfações, abrindo o campo da auto-educação,
isto é, exporá pontos que necessitam ser trabalhados
nas modificações das ações, no sentido
evolutivo, no crescer contínuo.
Nesse entender, os filhos, Espíritos
que conosco mais diretamente partilham essa grande experiência
terrena, serão os maiores impulsionadores do auto-aperfeiçoamento
das suas potencialidades, estaremos nos educando.
O dinamismo desse processo ocorrerá nas variadas experiências
do dia-a-dia. Tão mais rica e produtiva será, na
proporção em que a fala, a comunicação
entre todos for aberta e respeitosa. Os pais, no compartilhar
com os filhos, da sua vivência, percepção
do mundo, dúvidas, anseios, objetivos, demonstrar-se-ão
também como aprendizes e na confiança mútua
caminharão juntos no processo evolutivo que busca caminhos
das ações mais assertivas e felizes.
“Evangelizemos nossos filhos, evangelizemos nossos lares...”