Todas as pessoas
sabem o quanto é importante a cooperação, a união de propósitos
para se alcançar um objetivo. Ao somar-se as energias, as idéias
e ideais são alcançados com mais facilidades. Somando, partimos
do menos para o mais, e alcançamos os nossos objetivos, enriquecemos
nossas experiências.
Se isto é importante
na vida comum, na vida profissional, artística ou religiosa,
imaginamos o quanto ela é importante no movimento espírita.
Não estamos
falando apenas no alinhar as idéias ou unir ideais, mas no construir
juntos, caminhar juntos, vencer juntos. Ao caminharmos unidos
rendemos muito mais, pois, sozinhos, contamos apenas com as nossas
forças. O grupo nos dá um senso maior de responsabilidade, de
energias, coragem, compartilhando o rumo da vitória.
Embora uma
pessoa possa ser espírita sem participar de nenhum grupo, sem
nenhuma ligação com as instituições espíritas, o seu caminhar é mais
moroso, e por isso os que abandonam o movimento espírita, para
seguir sozinhos, mais cedo ou mais tarde acabam retornando. A
grande vantagem do grupo, quando nos harmonizamos com ele, quer
sejamos líderes ou liderados, é a possibilidade de aceitar e
oferecer ajuda.
Precisamos
entender com naturalidade que as lideranças se renovam. Aliás,
os bons líderes preparam outros para assumir a liderança quando
for necessário.
Aqueles, no
grupo, que reunam habilidade e capacidade de combinar conhecimento
doutrinário com bondade natural, dinamismo, capacidade de aglutinação,
devem ser ajudados a assumir a liderança, ou co-participar das
lideranças.
Há uma afirmativa
no meio espírita de que não se deve elogiar um companheiro para
não provocar a sua queda. Ora! Seria isto verdadeiro? O elogio
honesto, sem exageros, que não soe falsamente, não pode prejudicar
ninguém. Todos precisamos de reconhecimento, de ser tocados,
aprovados, aceitos, incentivados.
Não elogiamos
para não despertar vaidades, mas com isto deixamos de incentivar
os companheiros, criando uma coexistência árida, seca, sem a
troca afetiva que surge do reconhecimento da importância de cada
um. Encorajar-nos mutuamente é algo importante. Não devemos perder
as oportunidades de incentivar os companheiros.
Outro fator
muito importante é a solidariedade. Quando um companheiro se
fere, quer seja um ferimento físico representado por acidentes
ou enfermidades, fases de dificuldades financeira ou familiar,
ou seja, um ferimento moral, como dificuldades vivenciais, perturbações
e até obsessões, assim como fase de esfriamento, desânimo, para
com a Doutrina Espírita, é preciso que o grupo, ou parte dele,
dê todo apoio, assistência, fraternidade, compreensão, até vê-lo
recuperado, ou que o companheiro reitere o desejo de permanecer
sozinho ou mudar seus rumos.
Quanto às divergências
em nosso meio, acreditamos que elas podem e devem existir, mas
que nunca falte o respeito, e que nunca se instale o ódio em
nosso meio.
O espírita
deve ser dinâmico e atualizar-se continuamente. A cristalização
das idéias acaba por atrasar o desenvolvimento do Espiritismo,
que não é uma idéia pronta, acabada, mesmo sendo inamovível nos
seus fundamentos.
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